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Segundo filme de Sacha Gervasi, roteirista de “O Terminal” e diretor de um dos melhores documentários sobre o Rock n Roll de todos os tempos “Anvil – The Story of Anvil”, “Hitchcock” apresenta os bastidores da produção do clássico suspense “Psicose”, dirigido pela celebridade que dá nome ao longa, interpretado por Anthony Hopkins.

 

Além do emblemático ator de “Silêncio dos Inocentes”, o longa conta com um elenco de peso. Helen Mirren interpreta Alma Reville, roteirista e esposa do diretor, Scarlett Johansson dá vida à Janet Leight  protagonista de uma das mais famosas cenas do cinema, Toni Collett no papel da discreta secretária de Hitch, e James D`Arcy que mesmo em poucas aparições chama a atenção pela sublime interpretação de Anthony Perkins (se tivesse mais espaço na trama seria, sem Duvida, uma verdadeira barbada no Oscar de melhor ator coadjuvante).

 

Nesse momento você pode estar pensando: Com tantos nomes de peso o filme é uma pérola. Não é para tanto. Primeiro a história é curiosa porém não é brilhante, em meia hora no Google você descobre todas as manias e extravagâncias do diretor Inglês, fatos esses que dão base à narrativa. Anthony Hopkins está mais para Doutor Dolittle que diretor de cinema, por conta de sua pesada maquiagem que o deixa muito semelhante ao diretor porém muito falso se comparado aos outros atores (está mais para um mago de “O Hobbit”, que concorre com “Hitchcock” ao Oscar de Melhor Maquiagem e Cabelo).

 

Além disso os conflitos nunca emplacam, não parece ter sido uma luta tão grande para Alfred Hitchcock ter bancado “Psicose”, primeiramente negado pela Paramount Pictures e custeado do seu próprio bolso.  A relação extraconjugal entre os personagens de Helen Mirren e Danny Huston nunca chega a ser convincente, fazendo o desfecho dessa relação ser absolutamente previsível. O que resta são as curiosidades que o Google pode resolver.

 

Faltou um pouco de imaginação nesta adaptação do bom livro de Stephen Rebello. Pode ser muito curioso para cinéfilos do mundo todo a forma excêntrica como Alfred Hitchcock realizava seus longas, contudo não soa tão interessante como entretenimento. Sendo assim “Hitchcock” funciona melhor como livro se comparado à história levada às telas.

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