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Tempo de Criança – Curta

Curta-metragem dirigido por Wagner Novais, “Tempo de Criança” começa com uma ótima montagem que coloca o público completamente situado dentro contexto em que a história se desenvolverá. Dá para perceber a preocupação do cineasta de “5x favela” em não quebrar o clima observacional do espectador. Poucos são os diálogos e muitos as lacunas que deverão ser preenchidas por quem assiste.

Ponto alto do filme a atriz principal mostra desenvoltura ao apresentar uma garota que pouco fala, e que passa boa parte da trama realizado tarefas domesticas comuns a qualquer criança-dona-de-casa, normalmente encontradas nos bairros carentes de todo o Brasil. Já nos momentos de maior carga dramática a atriz não decepciona, variando entre a força de uma dona de casa segura de sua condição, para a de uma menina cheia de inseguranças.

Wagner Novais não quer fazer rir, muito menos quer emocionar a platéia, parece querer ser um espelho da realidade, tanto que força um distanciamento muito grande entre os personagens para com que assiste.

Mesmo tendo total domínio da técnica cinematográfica, “Tempo de Criança” peca no roteiro por não desenvolver de forma clara os conflitos da menina e não nos envolver com a trama, como na cena em os colegas debocham de um suposto namoro dela com um amigo, fazendo do curta um filme tão frio quanto a realidade da criança retratada.

bebê olha

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Não espere que “A Morte do Demônio”, levado as telas por Fede Alvarez supere o original de Sam Raimi, o mesmo da trilogia do Homem Aranha, protagonizada por Tobey Maguire. O longa nem mesmo aparenta ter essa pretensão, está mais para uma continuação, contudo se desprende totalmente  da versão antiga ao investir na violência e menos no humor negro.

O resultado é satisfatório, porém longe de ser memorável como a fita de 1981 que marcou época e continua divertido até hoje. A história gira em torno de um grupo de jovens que se isola da sociedade em uma cabana dentro de uma floresta com o intuito de desintoxicar uma jovem viciada em drogas pesadas e que vive à beira da morte.

Esse esboço de roteiro vai servir de pano de fundo para um show de mutilações e litros de sangue artificial e até ganha alguma consistência dramática quando é exigido justificativas para as improváveis burrices que levarão as mortes dos protagonistas desse sangrento passatempo.

“A Morte do Demônio” dificilmente vai agradar as mulheres, sendo um prato cheio para homens, mais ainda para os fãs do original. Sam Raimi teve uma sacada de mestre ao participar de perto dessa nova versão (produtor) e mesmo assim fazer um ótimo gore, sem querer se igualar ao original, mostrando assim que o tempo só fez bem para o seu roteiro.

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Vou dividir em duas categorias:

Provavel Vencedor (o que mais agradaria os jurados)
Indicação Bruno (o que mais me agrada)

Melhor filme

  • Argo 
  • Django Livre
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln (Provavel Vencedor)
  • A Hora Mais Escura
  • Os Miseráveis
  • O Lado Bom da Vida
  • Indomável Sonhadora
  • Amor (Indicação Bruno)

Melhor ator

  • Daniel Day-Lewis – Lincoln  (o que mais agradaria os jurados / Indicação Bruno)
  • Joaquin Phoenix – O Mestre
  • Denzel Washington – O Voo
  • Bradley Cooper – O Lado Bom da Vida
  • Hugh Jackman – Os Miseráveis

Melhor atriz

      • Jessica Chastain –A Hora Mais Escura
      • Naomi Watts – O Impossível
      • Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida (o que mais agradaria os jurados / Indicação Bruno)
      • Emmanuellle Riva –Amor
      • Quvenzhané Wallis –

Indomável Sonhadora

Melhor ator coadjuvante

  • Alan Arkin – Argo
  • Philip Seymour Hoffman – O Mestre
  • Tommy Lee Jones – Lincoln (o que mais agradaria os jurados)
  • Christoph Waltz – Django Livre
  • Robert De Niro – O Lado Bom da Vida (Indicação Bruno)

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams – O Mestre
  • Sally Field – Lincoln
  • Anne Hathaway – Os Miseráveis  (o que mais agradaria os jurados / Indicação Bruno)
  • Helen Hunt – As Sessões
  • Jacki Weaver – O Lado Bom da Vida

Melhor diretor

  • Ang Lee – As Aventuras de Pi
  • Steven Spielberg – Lincoln (o que mais agradaria os jurados)
  • Michael Haneke – Amor  (Indicação Bruno)
  • David O. Russell – O Lado Bom da Vida
  • Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora

Melhor roteiro original

  • Mark Boal – A Hora Mais Escura
  • Quentin Tarantino – Django Livre(o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Michael Haneke – Amor
  • Wes Anderson, Roman Coppola – Moonrise Kingdom
  • John Gatins – O Voo

Melhor roteiro adaptado

  • Chris Terrio – Argo (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Lucy Alibar, Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora
  • David Magee – As Aventuras de Pi
  • Tony Kushner –  Lincoln
  • David O. Russell – O Lado Bom da Vida

Melhor filme em lingua estrangeira

  • Amor (Áustria) (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • A Royal Affair (Dinamarca)
  • Kon-Tiki (Noruega)
  • No (Chile)
  • War Witch (Canadá)

Melhor longa animado

  • Valente
  • Frankenweenie (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Detona Ralph
  • ParaNorman
  • Piratas Pirados!

Melhor trilha sonora original

  • Dario Marianelli – Anna Karenina
  • Alexandre Desplat – Argo
  • Mychael Danna – As Aventuras de Pi 
  • John Williams – Lincoln(o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Thomas Newman – 007 – Operação Skyfall 

Melhor canção original

  • “Before My Time” – Chasing Ice
  • “Everybody Needs A Best Friend” – Ted
  • “Pi’s Lullaby” – As Aventuras de Pi
  • “Skyfall”- 007 – Operação Skyfall (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • “Suddenly” – Os Miseráveis

Melhores efeitos visuais

  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • As Aventuras de Pi
  • Os Vingadores
  • Prometheus
  • Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquiagem

  • Hitchcock
  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
  • Os Miseráveis (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)

Melhor fotografia

  • Anna Karenina (Indicação Bruno)
  • Django Livre
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln (o que mais agradaria os jurados)
  • 007 – Operação Skyfall

Melhor figurino

  • Anna Karenina
  • Os Miseráveis (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Lincoln
  • Espelho, Espelho Meu
  • Branca de Neve e o Caçador

Melhor direção de arte

  • Anna Karenina
  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Os Miseráveis
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln

Melhor montagem

  • Argo (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln
  • O Lado Bom da Vida
  • A Hora Mais Escura

 

Melhor edição de som

  • Argo
  • Django Livre (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • As Aventuras de Pi
  • 007 – Operação Skyfall
  • A Hora Mais Escura

 

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O diretor chileno Pablo Larrain é um dos mais promissores diretores da nova geração do cinema Latino-americano.  “No”, seu novo filme, estrelado por Gael Garcia Bernal, é uma obra com todas as pontas amarradas, desde o roteiro repleto de subtextos, não somente sobre o plebicito que determinou os rumos da política do Chile, mas também sobre questões morais tanto da sociedade, quanto dos meios de comunicação, passando pela criativa fotografia, que lembra muito vídeos caseiros em VHS,  e que dá a impressão de fusão entre imagens da época e o filme encenado de forma tão perfeita que fica difícil saber o que são imagens de arquivo e o que é atual.

Desfecho de uma trilogia sobre a ditadura do país, “No”  faz um contraponto  ao seu antecessor “Tony Manero” (2008), que mostrava um fã de John Travolta se isolando em seu universo  pessoal (ele achava ser a estrela de “Embalos de Sábado à Noite”) em meio ao sangrento período de repressão vivido no governo do general Augusto Pinochet, e que agora mostra como o período otimista da mudança de um governo opressor para um mais democrático transmitiu uma onda positiva a todas os cidadãos.

É nesse contexto que acompanhamos René Saavedra (Bernal), um jovem publicitário, filho de um exilado político, que aceita fazer toda a campanha política do plebicito, defendendo a união dos partidos que não aceitavam que o mandado do atual governante fosse renovado, daí o “No” (não do título), e que com a vitória determinou a volta de eleições diretas e  acabou com 17 anos de mandato do General Pinochet.

Por mais que possa parecer um filme político, “No” ganha mais brilho não com a narrativa dos acontecimentos mas como a execução de uma boa ideia publicitária consegue transformar toda uma sociedade. Antes do início das propagandas todo o estado de espírito da população era o mesmo, tanto por parte dos eleitores defensores do general, quanto dos que defendiam eleições diretas, baseado em rancores do passado, por um lado o terrorismo da oposição, quanto pela repressão do governo. Ao parar de olhar para o passado triste, para assim concentrar a campanha em um futuro alegre, René alavanca a campanha para a vitória.

Ainda assim fica claro que o personagem central não participa afetivamente da campanha, parece  estar mais interessado com a conquista pessoal do que com a mudança em si. Esse excesso de profissionalismo fica visível no brilhante desfecho e na sua relação com seu chefe, vivido por Alfredo Castro (O Tony Manero do filme anterior).

“No” concorre ao Oscar de Melhor filme estrangeiro com todos os méritos. Dificilmente conseguirá o exito por concorrer com “Amor” de Michel Haneke, contudo fica marcado como o melhor filme sul-Americano de 2012.

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Katryn Bigelow (Caçadores de Emoções) conseguiu surpreender todo o grande público quando decidiu encarar um tema absolutamente batido e transformou o “limão podre” chamado “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker,2008) em uma bela “limonada”, cheia de tensão e com personagens com alguma profundidade. Depois da estatueta era de se esperar que o tema não fosse abandonado pela ex-mulher de James Cameron, sendo assim “A Hora Mais Escura” (Zero Dark Thirty, 2012) tem o mesmo clima pesado da confusa guerra contra o terrorismo islãmico.

A narrativa apresenta a rotina de Maya (Jessica Chastain) uma jovem agente da CIA que por uma década, junto de sua equipe, busca pistas que levem ao homem mais procurado do mundo, Osama Bin Laden (OBL para os íntimos). Nessa caçada artifícios como espancamentos, humilhações, quebras de soberania de diversos países e muitas suspeitas infundadas são usadas como artifícios para chegar ao alvo.

Antes de mais nada é preciso deixar claro que desta vez nada surpreende na produção. Todo aquele clima patriótico, olhares reflexivos, herói subestimado, tortura gratuita, vilões de túnicas e um discurso politicamente correto (na visão dos americanos) se faz presente.

Pode parecer atrativo assistir a um filme sobre a caçada do maior terrorista da história da humanidade, todavia fica difícil, por mais que o ótimo roteirista Mark Boal (“No Vale das Sombras”)  se esforce em prender a atenção do público, não ficar entediado em alguns momentos já que o desfecho é sabido por todos.

Jesssica Chastain (do chato Histórias Cruzadas) novamente volta a concorrer à estatueta de melhor atriz, muito surpreendente para uma protagonista pouco carismática e que não mantém uma coerência na sua atuação, as vezes parece frágil como uma formiga, outras forte como um gorila, porém chata na maioria do tempo (a academia parece ter considerado proposital). O elenco de apoio, que conta com bons nomes, dentre eles Mark Strong (Sherlock Holmes) e Mark Duplass (mais conhecido por comédias adolescentes), de tão grande acaba por não abrir espaço para uma segunda opção de protagonista, deixando apenas Jessica como referencia para seguirmos na história.

Sobre as enjoadas discussões sobre a ética que deve se ter na representação do tratamento de prisioneiros por questões terroristas, não acho que exista na trama algum tipo excesso, já que estamos acostumados a ver coisa parecida no cinema atual, além do mais, o tratamento dado aos terroristas na produção foi certamente melhor do que acontece (ou aconteceu) na vida real. Muito se falou nos 20 minutos em que acompanhamos um prisioneiro ser espancado e humilhado por oficiais norte-americanos, simples moralidade cafona.

Exageros à parte, “A Hora Mais Escura” não é um grande filme, não tem grandes atuações e dificilmente será lembrado como o representação definitiva sobre a guerra contra a Al-Qaeda. Está mais para uma produção que embarcou no sucesso do trabalho anterior de Katryn Bigelow e que a consagrou como a primeira mulher a ganhar o Oscar de direção. Para não cometer uma total injustiça o clímax conta com um trabalho de fotografia simplesmente perfeito, vale por esse detalhe.

bebê olha

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