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Archive for fevereiro \26\UTC 2013

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Vou dividir em duas categorias:

Provavel Vencedor (o que mais agradaria os jurados)
Indicação Bruno (o que mais me agrada)

Melhor filme

  • Argo 
  • Django Livre
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln (Provavel Vencedor)
  • A Hora Mais Escura
  • Os Miseráveis
  • O Lado Bom da Vida
  • Indomável Sonhadora
  • Amor (Indicação Bruno)

Melhor ator

  • Daniel Day-Lewis – Lincoln  (o que mais agradaria os jurados / Indicação Bruno)
  • Joaquin Phoenix – O Mestre
  • Denzel Washington – O Voo
  • Bradley Cooper – O Lado Bom da Vida
  • Hugh Jackman – Os Miseráveis

Melhor atriz

      • Jessica Chastain –A Hora Mais Escura
      • Naomi Watts – O Impossível
      • Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida (o que mais agradaria os jurados / Indicação Bruno)
      • Emmanuellle Riva –Amor
      • Quvenzhané Wallis –

Indomável Sonhadora

Melhor ator coadjuvante

  • Alan Arkin – Argo
  • Philip Seymour Hoffman – O Mestre
  • Tommy Lee Jones – Lincoln (o que mais agradaria os jurados)
  • Christoph Waltz – Django Livre
  • Robert De Niro – O Lado Bom da Vida (Indicação Bruno)

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams – O Mestre
  • Sally Field – Lincoln
  • Anne Hathaway – Os Miseráveis  (o que mais agradaria os jurados / Indicação Bruno)
  • Helen Hunt – As Sessões
  • Jacki Weaver – O Lado Bom da Vida

Melhor diretor

  • Ang Lee – As Aventuras de Pi
  • Steven Spielberg – Lincoln (o que mais agradaria os jurados)
  • Michael Haneke – Amor  (Indicação Bruno)
  • David O. Russell – O Lado Bom da Vida
  • Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora

Melhor roteiro original

  • Mark Boal – A Hora Mais Escura
  • Quentin Tarantino – Django Livre(o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Michael Haneke – Amor
  • Wes Anderson, Roman Coppola – Moonrise Kingdom
  • John Gatins – O Voo

Melhor roteiro adaptado

  • Chris Terrio – Argo (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Lucy Alibar, Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora
  • David Magee – As Aventuras de Pi
  • Tony Kushner –  Lincoln
  • David O. Russell – O Lado Bom da Vida

Melhor filme em lingua estrangeira

  • Amor (Áustria) (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • A Royal Affair (Dinamarca)
  • Kon-Tiki (Noruega)
  • No (Chile)
  • War Witch (Canadá)

Melhor longa animado

  • Valente
  • Frankenweenie (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Detona Ralph
  • ParaNorman
  • Piratas Pirados!

Melhor trilha sonora original

  • Dario Marianelli – Anna Karenina
  • Alexandre Desplat – Argo
  • Mychael Danna – As Aventuras de Pi 
  • John Williams – Lincoln(o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Thomas Newman – 007 – Operação Skyfall 

Melhor canção original

  • “Before My Time” – Chasing Ice
  • “Everybody Needs A Best Friend” – Ted
  • “Pi’s Lullaby” – As Aventuras de Pi
  • “Skyfall”- 007 – Operação Skyfall (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • “Suddenly” – Os Miseráveis

Melhores efeitos visuais

  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • As Aventuras de Pi
  • Os Vingadores
  • Prometheus
  • Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquiagem

  • Hitchcock
  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
  • Os Miseráveis (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)

Melhor fotografia

  • Anna Karenina (Indicação Bruno)
  • Django Livre
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln (o que mais agradaria os jurados)
  • 007 – Operação Skyfall

Melhor figurino

  • Anna Karenina
  • Os Miseráveis (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Lincoln
  • Espelho, Espelho Meu
  • Branca de Neve e o Caçador

Melhor direção de arte

  • Anna Karenina
  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • Os Miseráveis
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln

Melhor montagem

  • Argo (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln
  • O Lado Bom da Vida
  • A Hora Mais Escura

 

Melhor edição de som

  • Argo
  • Django Livre (o que mais agradaria os jurados /Indicação Bruno)
  • As Aventuras de Pi
  • 007 – Operação Skyfall
  • A Hora Mais Escura

 

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O diretor chileno Pablo Larrain é um dos mais promissores diretores da nova geração do cinema Latino-americano.  “No”, seu novo filme, estrelado por Gael Garcia Bernal, é uma obra com todas as pontas amarradas, desde o roteiro repleto de subtextos, não somente sobre o plebicito que determinou os rumos da política do Chile, mas também sobre questões morais tanto da sociedade, quanto dos meios de comunicação, passando pela criativa fotografia, que lembra muito vídeos caseiros em VHS,  e que dá a impressão de fusão entre imagens da época e o filme encenado de forma tão perfeita que fica difícil saber o que são imagens de arquivo e o que é atual.

Desfecho de uma trilogia sobre a ditadura do país, “No”  faz um contraponto  ao seu antecessor “Tony Manero” (2008), que mostrava um fã de John Travolta se isolando em seu universo  pessoal (ele achava ser a estrela de “Embalos de Sábado à Noite”) em meio ao sangrento período de repressão vivido no governo do general Augusto Pinochet, e que agora mostra como o período otimista da mudança de um governo opressor para um mais democrático transmitiu uma onda positiva a todas os cidadãos.

É nesse contexto que acompanhamos René Saavedra (Bernal), um jovem publicitário, filho de um exilado político, que aceita fazer toda a campanha política do plebicito, defendendo a união dos partidos que não aceitavam que o mandado do atual governante fosse renovado, daí o “No” (não do título), e que com a vitória determinou a volta de eleições diretas e  acabou com 17 anos de mandato do General Pinochet.

Por mais que possa parecer um filme político, “No” ganha mais brilho não com a narrativa dos acontecimentos mas como a execução de uma boa ideia publicitária consegue transformar toda uma sociedade. Antes do início das propagandas todo o estado de espírito da população era o mesmo, tanto por parte dos eleitores defensores do general, quanto dos que defendiam eleições diretas, baseado em rancores do passado, por um lado o terrorismo da oposição, quanto pela repressão do governo. Ao parar de olhar para o passado triste, para assim concentrar a campanha em um futuro alegre, René alavanca a campanha para a vitória.

Ainda assim fica claro que o personagem central não participa afetivamente da campanha, parece  estar mais interessado com a conquista pessoal do que com a mudança em si. Esse excesso de profissionalismo fica visível no brilhante desfecho e na sua relação com seu chefe, vivido por Alfredo Castro (O Tony Manero do filme anterior).

“No” concorre ao Oscar de Melhor filme estrangeiro com todos os méritos. Dificilmente conseguirá o exito por concorrer com “Amor” de Michel Haneke, contudo fica marcado como o melhor filme sul-Americano de 2012.

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Katryn Bigelow (Caçadores de Emoções) conseguiu surpreender todo o grande público quando decidiu encarar um tema absolutamente batido e transformou o “limão podre” chamado “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker,2008) em uma bela “limonada”, cheia de tensão e com personagens com alguma profundidade. Depois da estatueta era de se esperar que o tema não fosse abandonado pela ex-mulher de James Cameron, sendo assim “A Hora Mais Escura” (Zero Dark Thirty, 2012) tem o mesmo clima pesado da confusa guerra contra o terrorismo islãmico.

A narrativa apresenta a rotina de Maya (Jessica Chastain) uma jovem agente da CIA que por uma década, junto de sua equipe, busca pistas que levem ao homem mais procurado do mundo, Osama Bin Laden (OBL para os íntimos). Nessa caçada artifícios como espancamentos, humilhações, quebras de soberania de diversos países e muitas suspeitas infundadas são usadas como artifícios para chegar ao alvo.

Antes de mais nada é preciso deixar claro que desta vez nada surpreende na produção. Todo aquele clima patriótico, olhares reflexivos, herói subestimado, tortura gratuita, vilões de túnicas e um discurso politicamente correto (na visão dos americanos) se faz presente.

Pode parecer atrativo assistir a um filme sobre a caçada do maior terrorista da história da humanidade, todavia fica difícil, por mais que o ótimo roteirista Mark Boal (“No Vale das Sombras”)  se esforce em prender a atenção do público, não ficar entediado em alguns momentos já que o desfecho é sabido por todos.

Jesssica Chastain (do chato Histórias Cruzadas) novamente volta a concorrer à estatueta de melhor atriz, muito surpreendente para uma protagonista pouco carismática e que não mantém uma coerência na sua atuação, as vezes parece frágil como uma formiga, outras forte como um gorila, porém chata na maioria do tempo (a academia parece ter considerado proposital). O elenco de apoio, que conta com bons nomes, dentre eles Mark Strong (Sherlock Holmes) e Mark Duplass (mais conhecido por comédias adolescentes), de tão grande acaba por não abrir espaço para uma segunda opção de protagonista, deixando apenas Jessica como referencia para seguirmos na história.

Sobre as enjoadas discussões sobre a ética que deve se ter na representação do tratamento de prisioneiros por questões terroristas, não acho que exista na trama algum tipo excesso, já que estamos acostumados a ver coisa parecida no cinema atual, além do mais, o tratamento dado aos terroristas na produção foi certamente melhor do que acontece (ou aconteceu) na vida real. Muito se falou nos 20 minutos em que acompanhamos um prisioneiro ser espancado e humilhado por oficiais norte-americanos, simples moralidade cafona.

Exageros à parte, “A Hora Mais Escura” não é um grande filme, não tem grandes atuações e dificilmente será lembrado como o representação definitiva sobre a guerra contra a Al-Qaeda. Está mais para uma produção que embarcou no sucesso do trabalho anterior de Katryn Bigelow e que a consagrou como a primeira mulher a ganhar o Oscar de direção. Para não cometer uma total injustiça o clímax conta com um trabalho de fotografia simplesmente perfeito, vale por esse detalhe.

bebê olha

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Não é todo dia que se vê alguém chegar no auge de sua carreira aos 85 anos de idade. Este feito foi conseguido pela atriz francesa Emmanuele Riva, do lendário “Hiroshima, Mon Amour” de Alain Resnais, e que em “Amor” (Amour,2012) do diretor de “A Fita Branca” Michel Haneke, consegue uma merecida indicação ao Oscar de melhor atriz.

Sobre Jean-Louis Trintignant, o outro protagonista, não se pode afirmar que seja seu melhor trabalho já que estrelou clássicos do cinema como “Z” do grego Costa-Gavras e “O Conformista” de Bernardo Bertolucci. Mesmo assim é intrigante os motivos que levaram a academia a não indicá-lo ao premio masculino. Riva e Trintignant Juntos em cena dividem momentos marcantes  e que certamente ficaram marcadas nos anais do cinema do velho continente.

A história parece bem simples à primeira vista. Anne e Georges formam um casal de idosos que vivem uma rotina comum à de um par de idosos. Ambos músicos aposentados, se entretêm entre os afazeres domésticos, passeios pela cidade e conversas sobre o cotidiano. É marcante a sensação de dependência de um pelo outro neste momento, sendo esse fator o que faz suas vidas seguirem adiante.

Essa rotina é completamente modificadas quando Anne sofre um AVC que a deixa paralisada do lado direito do corpo, sendo ainda mais dependente de Georges e de sua filha Eva (vivida pela não menos formidável Isabelle Hupert).

Esse ponto de vira dramática é o que expõe os sentimentos extremos de um marido dedicado e aparentemente conformado com a nova condição de sua esposa, de uma filha ansiosa e de reações afloradas em relação à mãe, e esta, por sua vez, cada vez mais isolada do mundo real. Nota-se um extremo desconforto nas atuações, o que todos os três interpretam de forma muito realista, sendo impossível não identificar pessoas reais que vivem situações parecidas nesta fase tão delicada da condição humana.

Michel Haneke deixa sua marca com cenas que usam a câmera estática, apenas observando as atuações, quase como um teatro filmado, o que dá total liberdade para os atores viverem os dramas de seus personagens. Além disso o clima fúnebre é acentuado com a falta do uso de trilha sonora.

“Amor” é uma das obras primas do diretor austríaco, com certeza é a que tem as melhores atuações e com o desfecho mais marcante, impossível não ficar dias penando nele. Um longa-metragem que é o retrato fiel do fim da vida.

bebê aplaudeCaptura de tela 2013-02-03 às 11.25.40

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Segundo filme de Sacha Gervasi, roteirista de “O Terminal” e diretor de um dos melhores documentários sobre o Rock n Roll de todos os tempos “Anvil – The Story of Anvil”, “Hitchcock” apresenta os bastidores da produção do clássico suspense “Psicose”, dirigido pela celebridade que dá nome ao longa, interpretado por Anthony Hopkins.

 

Além do emblemático ator de “Silêncio dos Inocentes”, o longa conta com um elenco de peso. Helen Mirren interpreta Alma Reville, roteirista e esposa do diretor, Scarlett Johansson dá vida à Janet Leight  protagonista de uma das mais famosas cenas do cinema, Toni Collett no papel da discreta secretária de Hitch, e James D`Arcy que mesmo em poucas aparições chama a atenção pela sublime interpretação de Anthony Perkins (se tivesse mais espaço na trama seria, sem Duvida, uma verdadeira barbada no Oscar de melhor ator coadjuvante).

 

Nesse momento você pode estar pensando: Com tantos nomes de peso o filme é uma pérola. Não é para tanto. Primeiro a história é curiosa porém não é brilhante, em meia hora no Google você descobre todas as manias e extravagâncias do diretor Inglês, fatos esses que dão base à narrativa. Anthony Hopkins está mais para Doutor Dolittle que diretor de cinema, por conta de sua pesada maquiagem que o deixa muito semelhante ao diretor porém muito falso se comparado aos outros atores (está mais para um mago de “O Hobbit”, que concorre com “Hitchcock” ao Oscar de Melhor Maquiagem e Cabelo).

 

Além disso os conflitos nunca emplacam, não parece ter sido uma luta tão grande para Alfred Hitchcock ter bancado “Psicose”, primeiramente negado pela Paramount Pictures e custeado do seu próprio bolso.  A relação extraconjugal entre os personagens de Helen Mirren e Danny Huston nunca chega a ser convincente, fazendo o desfecho dessa relação ser absolutamente previsível. O que resta são as curiosidades que o Google pode resolver.

 

Faltou um pouco de imaginação nesta adaptação do bom livro de Stephen Rebello. Pode ser muito curioso para cinéfilos do mundo todo a forma excêntrica como Alfred Hitchcock realizava seus longas, contudo não soa tão interessante como entretenimento. Sendo assim “Hitchcock” funciona melhor como livro se comparado à história levada às telas.

bebÊ dormeCaptura de tela 2013-02-02 às 08.33.41

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Todo o burburinho sobre o novo filme de Ben Affleck só se justifica em um ano de tão poucos bons lançamentos e tantas decepções. Mesmo assim, é um ótimo trabalho realizado por esse talentoso ator que acabou se perdendo em grande parte da sua carreira com bombas como “Gigli” e “Demolidor – O Homem Sem Medo”.

Quem acompanha Affleck desde os tempos em que era frequentador assíduo das comédias do diretor Kevin Smith ou de trabalhos brilhantes como o de roteirista de “Gênio Indomável”, sabia do seu potencial, sendo assim “Argo” não chega a ser uma surpresa.

É visível seu amadurecimento na função de diretor, cercado de competentes profissionais, em especial o diretor de fotografia Rodrigo Prieto (da trilogia sobre perdas de Alejandro Gonzales Inarritu), a figurinista Jacqueline West (de “O Curioso Caso de Benjamin Button”) e os atores Alan Arkin (o avô de “Pequena Miss Sunshine”) e John Goodman (frequentemente nos filmes dos irmãos Coen), “Argo” trata-se de um longa necessário como forma de documentação fílmica de um fato histórico até pouco tempo desconhecido.

O roteiro faz um recorte do Período tenso da passagem da década de 70 para 80, quando as relações diplomáticas entre EUA e Irã ficaram tensas e a embaixada americana foi invadida por rebeldes em Teerã, deixando 54 reféns e seis funcionários foragidos na embaixada canadense. Não vou entrar no mérito das causas dessa invasão já que o melhor do filme é o prólogo que explica as causas do conflito de forma ágil e inteligente, usando animações e cenas reais da época.

Em meio a tudo isso, o agente da CIA Tony Mendes (Ben Affleck), chega a conclusão que a única forma de sair da cidade e resgatar os funcionários do consulado é inventando uma grande mentira, realizar um filme de ficção científica no Irã, e assim fingir que os reféns fazem parte da produção com identidades falsas e assim possibilitar a saída do grupo de volta à América. A partir daí a competência do diretor ressurge, quando somos convidados a acompanhar cenas de extrema tensão até o desfecho da trama.

“Argo” tem dois méritos fundamentais que dão razão à tantas indicações ao Oscar, primeiro e a capacidade de Affleck se manter imparcial diante dos fatos, não tomando partido de nenhuma das duas partes do conflito entre os dois países e segundo, conseguir condensar todos os fatos importantes sem tornar o roteiro em uma narrativa política maçante como foi o caso de “Lincoln” de Steven Spielberg, que também concorre a diversos prêmios esse ano, sendo este o melhor trabalho de Ben Affleck tanto como diretor, quanto de ator de toda a sua carreira.

bebe sorri

Captura de tela 2013-02-02 às 07.29.03

 

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