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Archive for julho \30\UTC 2010

Olá, amigos de Portugal,

Essa semana o destaque do cinema tupiniquim é a adaptação do sucesso literário, o livro O Doce Veneno do Escorpião que vendeu cerca de 300 mil cópias aqui no Brasil. Na história, Raquel (Deborah Secco) é uma menina da classe média paulistana que estuda em um colégio tradicional e um dia toma uma decisão surpreendente: vai ser garota de programa.

Ela, então, adota o pseudônimo de Bruna Surfistinha. Em seguida, começa a ganhar fama nacional graças ao seu blog onde conta suas aventuras sexuais e afetivas. Completam o elenco principal Cássio Gabus Mendes (Chico Xavier), Drica Moraes (Os Normais 2), Cristina Lago (Olhos Azuis) e Fabiula Nascimento (Estômago).
Dirigido por Marcus Baldini e produzido pela TvZero, Bruna Surfistinha chegará aos cinemas brasileiros em 25 de fevereiro do próximo ano. O teaser do filme foi lançado peloTwitter oficial da protagonista Deborah Secco (http://twitter.com/dedesecco) na manhã desta terça-feira (20) e espalhou-se rapidamente pelas redes sociais.

Quem quiser conferir é só acessar: www.brunasurfistinhaofilme.com

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Um Novo Caminho

Mais Uma Dose

Por Bruno Marques

27/07/2010

Já foi provado  que o consumo de bebidas alcoólicas é, acima de tudo, um ato social. A maior prova de que as pessoas bebem para ficar mais “alegres” é o fato de que as cervejas sem álcool – idênticas em sabor, se comparadas à cerveja comum – terem um consumo bem abaixo do esperado. Bebe-se para sentir-se bem, inibir a timidez, enfim, pessoas consomem bebidas destiladas para fazerem coisas que normalmente não fariam se estivessem sóbrias. Daí a facilidade de reconhecer um alcoólatra, pois, normalmente, são caracterizados por pessoas depressivas e solitárias.

É  exatamente sobre o universo dessas pessoas que Um Novo Caminho (Le dernier pour la route, 2009) pretende analisar . Dirigido pelo francês Philippe Godeau – mais conhecido por seus trabalhos como produtor -, o longa apresenta a trajetória de Hervé Chabalier (François Cluzet), um jornalista extremamente dedicado ao trabalho, que toma a decisão de entrar em uma clinica de dependentes do álcool, por conta de seu consumo compulsivo de vinhos e  whiskys.

Durante o tratamento, Hervé conhece Magali (Melanie Thierry), uma jovem que enfrenta os mesmo problemas. Logo, inicia-se uma forte atração entre os dois, por vezes relacionadas a um sentimento carnal, já em outros momentos, relacionados a um sentimento paternal. Some a isso o fato de Hervé ter que se acostumar com o difícil período de abstinência. Para isso contará com a ajuda tanto dos profissionais da clínica, quanto dos outros internados.

Mesmo sendo excessivamente didático e até, por vezes, um pouco monótono, Um Novo Caminho cumpre muito bem a função social que se propõe a realizar, deixando claro que o consumo excessivo de álcool é, sem sombra de duvidas, uma doença de difícil tratamento e que pode levar à morte.

Muito mais que um entretenimento, a fita trata de um assunto delicado, sem deixar levar para o dramalhão mexicano ou para desfechos fantasiosos. Tudo é apresentado de forma sensata, levando a crer que o diretor optou mais pela informação do que pela emoção. O que não deixa de ser uma atitude válida, tendo em vista que 10 % da população mundial sofre desse tipo de mal.

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Boogie

Se darmos a mão quem ira sacar as armas !?

Por Bruno Marques
25/07/2010
Talvez esta frase emblemática, atribuída a Bob Marley, seja a melhor forma de definir a animação argentina Boogie (Boogie al aceitoso, 2009), baseado nos quadrinhos homônimos, que conta com um protagonista frio, machista ortodoxo e, sobretudo, matador  por profissão e por paixão. Contando com um roteiro politicamente incorreto, recheado de piadas sujas e preconceituosas, esta animação, exibida durante o festival Anima Mundi, poderia ser interpretada como culto ao poderio bélico americano, porém seus excessos acabam por colocar por terra qualquer interpretação mais séria da película.

Boogie mata pelo simples prazer de ver sangues e tripas pulando, não está preocupado com intrigas de estado  ou mudanças sociais, se existe algum outro fator, que justifique seu comportamento, é o retorno financeiro que estas mortes trazem. Seu desprezo pela vida só pode ser comparado com sua repulsa pelo sexo frágil. Em determinado momento, ao  ver uma mulher com a cabeça decepada  após um tiroteio, afirma: “Esta é a mulher perfeita”.

Existe nestas atitudes, um pouco de crítica ao culto as armas, principalmente por parte do cinema americano – “homenageado” com belas reproduções de cenas clássicas de filmes de ação como “O Exterminador do Futuro” e “O Poderoso Chefão” . Porém as críticas ficam apenas subentendidas, já que  Gustavo Cova – diretor do longa –  parece mais preocupado em divertir o público. Evidência disso é a forma como  aproveita da tela grande para “esconder”, no  segundo plano da ação, cenas de humor gratuito,  como em uma cena em que um homem, andando de bicicleta,  é atropelado por duas vezes.

Prova de que o cinema argentino não vive somente de Lucrecias e Campanellas, Boogie é uma ótima oportunidade de entrar em contato com uma animação tecnicamente caprichada e de humor escrachado. Um bom presente para o cinema de animação sul-americano.

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Olá, Amigos de Portugal,
Uma boa dica, para quem curte documentários, é “A Alma do osso”, dirigido por Cao Guimarães, o longa faz uso da literatura de Guimarães Rosa como apresentação do tema que será abordado, enchendo a tela com a frase : “A solidão é a gente de mais”. Muito antes de qualquer apresentação, citar o escritor mineiro não é um mero ornamento, já que faz uso de cenários e  inovações de linguagem, assim como o autor de Grande Sertão: Veredas.

Porém essas não são as únicas formas de expressão encontradas pelo autor para situar o público neste universo. O espectador que tiver interesse de entrar em contato com esta  obra extremamente autoral deverá deixar de lado seus preconceitos e adotar um olhar minimalista em que gotas de chuva, teias de aranha e sombras são usadas como formas de expressão. Estas opções contrapõem o mundo de “extrapolação visual” que vivemos. Tanto que um “leitor” desavisado poderá resumir da forma mais superficial: “Trata-se de um filme sobre um velho que mora dentro de uma caverna”.
Esta declaração não estaria errada se este detalhe não fosse apenas uma gota dentro do oceano de possibilidades interpretativas que a obra insinua. Para dar forma a este novo mundo, a fita apresenta o cotidiano de Dominguinhos da Pedra, que há mais de quarenta anos vive sozinho em uma caverna no interior de Minas Gerais. Este  ermitão, de aproximadamente setenta anos, vestindo trapos, de unhas grandes e barba por fazer, criou uma cultura genuína, completamente liberta das amarras da sociedade.

Ao apresentar o estilo pouco usual do personagem, Cão omite qualquer tipo de justificativa para este meio de vida;  não sabemos seu passado ou suas condições mentais, nem os motivos que levaram Dominguinhos para dentro da caverna. O diretor não parece estar preocupado em reorganizar este universo, mas sim fazer uso dele como forma de narrativa, usando a câmera como canal direto entre a sala de projeção e a caverna, fazendo com que logo nos sintamos dentro daquele ambiente tão particular.

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Michel Haneke responde por um grupo de profissionais  que, com o  passar dos anos, vai deixando de existir, a dos diretores de um cinema autoral, daqueles que conseguimos perceber alguma sequência lógica em seus trabalhos. Este austríaco, autor de produções extremamente s impactantes, quase sempre calcadas na crueldade da mente humana, possui em sua filmografia pelo menos três verdadeiros clássicos do cinema no século XI, são eles: “Código Desconhecido”, o recente “A Fita Branca” e A Professora de Piano (Pianiste, La, 2001),  longa que assisti hoje e confesso ainda estar perplexo.

Provavavelmente, esta perplexidade tenha se dado pela intensa atuação, da musa do cinema francês, Isabelle Huppert, que está simplesmente soberba no papel de uma rígida professora de piano, fria como o gelo,de hábitos sadomasoquistas, que tem nas obras de Schubert o único contato de sua mente doentia com a algum tipo de sentimento humano.

Some a esta história a incrível capacidade do diretor de causar incomodo, por horas usando de belíssimos enquadramentos estáticos, porém  longos,assim como no uso do som, que tende à quebrar a relação do público com as belas canções interpretadas pelos artistas, quando retira a melodia junto com o corte da câmera – como na cena de abertura. Estes artifícios tendem a fazer com que adentremos no mundo autodestrutivo da personagem principal, que usa de música clássica para esconder sua real condição.

Provavelmente chegarei a novas conclusões ao longo da semana, já que ainda está muito recente para conceber alguma opinião definitiva sobre a fita. De qualquer forma, fica a dica de um programão para qualquer cinéfilo: Uma verdadeira viagem rumo ao lado mais obscuro da mente humana.

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Olá, amigos de Portugal,

No próximo dia vinte e três estreia no Brasil a nova adaptação de “O Bem amado”, baseado no texto de Dias Gomes. Dirigido por Guel Arraes, terá Marco Nanini no papel de Odorico Paraguaçu, político ultra-populista, que procura, desesperadamente, por um defunto para inaugurar sua primeira grande obra: o novo cemitério de Sucupira.

O longa esta sendo aguardado com certa expectativa tanto pelo público, quanto pela crítica brasileira, já que a telenovela, realizada em 1973, marcou época ao apresentar personagens e histórias genuinamente brasileiras, além de ter sido a primeira novela nacional em cores, a primeira produção da Rede Globo exibida no exterior e o primeiro trabalho de Lima Duarte como ator da emissora.

Em razão do grande sucesso, O Bem Amado deu origem a uma série homônima, que foi ao ar entre 1980 e 1984, com 220 episódios, repetindo o sucesso da primeira versão. Paula Lavigne, produtora da película, revelou aguardar um público próximo de 2,5 milhões de espectadores, atraídos pelo carisma do ator principal e pela grande divulgação nos meios de imprensa.

Nada mau para um o longa orçado em 9,8 milhões de Reais (USD 5,5 milhões), o que, dentro das nossas possibilidades, representa uma verdadeira fortuna, cerca de 6 milhões de Reais a menos que o investimento de “Lula – O Filho do Brasil”, até hoje o filme mais caro do nosso cinema.

Artigo publicado no site c7nema.net (Portugal)

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À Prova de Morte

Depois de três ano de atraso, À Prova de Morte (Death Proof,2007) de Quentin Tarantino chega aos cinemas brasileiros, preenchendo a lacuna que faltava quando foi lançado, separadamente, da primeira parte do projeto “Grindhouse” – ainda inédito no Brasil – , “Planeta Terror”, dirigido por Robert Rodriguez.

A impressão que fica, ao final da sessão, é que separadamente o filme perde completamente sua proposta inicial de simular uma sessão de cinema dupla, chamados de cinema poeira aqui no Brasil, muito populares nos anos 70 e 80. Nem mesmo os 20 minutos inéditos, inseridos no novo projeto salvam a produção, que, para aqueles que assistiram ao projeto inteiro, deixa a impressão de que se trata de filme pela metade. Já os diálogos – ponto forte do cinema Tarantiniano – parecem, assim como em “Bastardos Inglórios”, parecem longos e sem o charme de “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction”. O destaque fica por conta do provocante  strip tease de  Vanessa Ferlito, ao som de Down in Mexico da banda californiana The Coasters.

À Prova de Morte, parece tentar reforçar a atmosfera trash adicionando um pouco menos de defeitos e um pouco mais de citações a outros sucessos do gênero, mas que no fim das contas termina como mais do mesmo. Agora, resta aguardar o novo projeto da franquia, “Machete”, que será dirigido por Roberto Rodrigues, para ver se essa ideia inovadora consegue, enfim, emplacar.

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