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Archive for fevereiro \28\UTC 2010

No ano de 1995, me recordo de estar em uma vídeolocadora com meu irmão, não lembro qual filme estava procurando, provavelmente não era um bom filme, pois estava com 15 anos e naquela época não assistia nada muito interessante. Daquele dia, o que ficou marcado na memória foi o cartaz de um filme que acabará de chegar, na foto  uma jovem de rosto expressivo deitada sobre o chão com um monte de gibis espalhados, segurava um cigarro em sua mão direita  e olhava diretamente para a lente da câmera, se tratava do cartaz de “Pulp Fiction” de Quentin Tarantino. Comentei  sobre a foto com meu irmão.

“É uma merda de filme, sem pé nem cabeça”, ele disse.”Assisti no cinema ano passado, conta a história de dois caras que não param de falar, um deles morre, mas depois reaparece, se trata de uma história sem pé nem cabeça”.

Provavelmente assistimos algum filme do Steven Seagal  naquele dia, desde então considerei (sem assistir) Pulp Fiction uma das piores produções já realizadas.

Os anos se passaram, lembro de estar com Otávio, um grande amigo meu, em uma mesa de bar, falávamos sobre os melhores filmes que havíamos assistido, segundo ele, no topo de sua lista pessoal figurava “Pulp Fiction” .

“Como assim?” indaguei.”A história não tem pé nem cabeça, somente  um monte de gente falando sem parar”.

Ele deu uma risada, e depois de dar uma longa golada em sua cerveja completou:

“E digo mais, “Cães de Aluguel”, do mesmo diretor, é o segundo melhor filme de todos os tempos”.

Como nem eu, nem meu irmão, havíamos assistido “Cães de Aluguel”, preferi não opinar sobre o segundo colocado, me concentrei apenas em “Pulp Fiction”. Obviamente não tive muitos argumentos, já que não havia, de fato, assistido a fita, estava apenas reproduzindo a opinião de uma outra pessoa.

“Você realmente assistiu “Pulp Fiction?”, perguntou  Otávio no fim da conversa.

Não sei ao certo o que respondi. Lembro apenas de passar na locadora e alugar a fita. A conclusão que cheguei foi que “Pulp Fiction” havia sido o filme mais estranho que tinha assistido (Não havia visto “Eraserhead” até então). Não que fosse ruim, pelo contrário, era muito inovador, tanto que tive de assistir novamente por mais vezes, e com o passar do tempo fui  colecionando mais informações sobre sua complexa história. Logo, “Pulp Fiction” também figurava em minha  lista particular dos melhores filmes já realizados, desde então nunca mais reproduzi a opinião de uma outra pessoa.

Mais alguns anos se passaram, com eles adquiri  mais cultura cinematográfica. Esmiucei todas as formas de construção do roteiro escrito por Tarantino e Roger Avary, pesquisei as referências,  os personagens, ou seja, fiz  uma espécie de autópsia da criação dos dois roteiristas. Descobri que “Pulp Fiction” não era assim tão inovador, já que  se trata da junção de diversos estilos, dentre eles  o  cinema oriental, o cinema independente americano  dos anos 60 e 70, além do cinema Europeu da mesma época. Enfim, o conhecimento fez desmoronar todo impacto que tive assistindo “Pulp Fiction” pela primeira vez, e assim,  levar um pouco da magia de assistir ao filme estando completamente submerso na ilusão em que a sala escura (ou vídeo no meu caso) pode proporcionar.

Fazendo um paralelo do caso “Pulp Fiction” com minha própria vida, percebi o principal motivo que me transformou em uma pessoa mais fria, as vezes procuro pelas explicações e esqueço do sentimento em seu estado mais primitivo. Hoje assisti ao filme pela centésima vez, e mesmo ainda sendo um dos meus prediletos, o  impacto, obviamente, não foi o mesmo da primeira vez, o que me fez  sentir um grande saudosismo  do  gosto da descoberta. Pensei na frase de  John Lennon que diz : “A ignorância é uma espécie de bênção; se você não sabe, não existe dor.”, portanto desejo  que  agora eu volte a ser  mesmo  ignorante curioso que era antes de começar a questionar tudo, e assim voltar a ter o mesmo olhar de criança de antes, saboreando todas as descobertas que o mundo ainda pode oferecer,  espantando para bem longe a dor que a racionalidade pode trazer.

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Férias

Bom pessoal

Sinto dizer que estarei fora por tempo indeterminado, provavelmente só haverá atualização do blog no mês, já que estarei curtindo minhas férias em Chapada Diamantina pois também sou filho de Deus, portanto um grande abraço a todos que acompanham o blog.

Até março

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Surpresa. Talvez seja a palavra que melhor define o longa Um sonho possível (The Blind Side: Evolution of a Game,2009), pois  à primeira vista, se trata de um draminha corriqueiro, daqueles  que as donas de casa adoram assistir nas tardes de sábado,  antes de ir ao cabeleireiro. No entanto, a fita escrita e dirigida por John Lee Hancock, consegue agradar tanto aqueles que curtem chorar com uma historinha descartável, quanto os mais exigentes espectadores.

Mesmo  contendo ritmo de produção  televisiva  em alguns momentos,o filme  consegue manter uma relação cativante entre o público e seus protagonistas, ficando impossível não torcer por um happy end , para a relação entre um jovem carente e sua nova mãe adotiva, e  a busca de ambos para tornar realidade o sonho de transformá-lo em  um jogador de futebol americano profissional.

A história, por mais improvável que pareça ser, é baseada em  fatos verídicos, relatados no livro homônimo escrito por Michael Lewis, que acompanha os passos de Michael Oher (Quiton  Aaron), um adolescente de 17 anos, de grande estatura, semi-analfabeto, e que vive com o zelador de uma escola para crianças ricas que,  por sua vez, convence o treinador da equipe de futebol americano daquela instituição a dar uma oportunidade ao menino. Porém, as péssimas notas do rapaz, pode atrapalhar as chances do rapaz de ingressar no time.

Em seguida, um fato improvável acontece, quando a socialite Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), mãe de dois filhos, casada com Sean Tuohy (Tim McGraw), um bem sucedido empresário do ramo de fast-food,  vê Michael vagando por uma estrada sem rumo, fazendo com que Leigh convide o adolescente  para passar a noite em sua casa, começando assim uma amizade entre eles, que logo transformará em uma relação de mãe e filho.

A reconstrução desta família é o que faz de Um sonho possível um filme especial, já que gradativamente percebemos algumas mudanças de tratamento entre Michael e a  família. Esta metamorfose, pode ser acompanhada nos pequenos gestos de proteção materna, na lenta adaptação ao novo lar (principalmente na cena em que Michael é chamado para participar da foto de fim de ano), e na superação de diversos obstáculos que vão unindo cada vez mais os integrantes daquela casa.

Sem dúvida a competente atuação de Sandra Bullock, vencedora do globo de ouro pela produção, e sua sintonia com o jovem ator Quiton Aaron, são as  maiores  fontes de emoção do longa, que descarta completamente o excesso de dramalhão ao “enxugar” os diálogos melosos e encurtar as cenas de maior carga dramática,prova disso é que  pouco sabemos sobre o triste passado de Michael, além de ser um personagem que pouco se expressa ou demonstra afetividade, aparentemente nem mesmo amor ao futebol americano o jovem demonstra. Este tipo perfil é o terror de qualquer roteirista que pretende adaptar um romance para a telona, já que um personagem com poucas motivações tende a ser um personagem pouco atraente para o público.

Mas, John Lee Hancock consegue o feito de investir mais na contemplação do crescimento da relação dos protagonistas, do que em excessos de conflitos, desafios e lições de moral, o resultado são cenas de emoção coerentes, passando longe dos dramalhões dignos de novela mexicana,  que a própria Sandra Bullock cansou de protagonizar. Tanto, que somente no terceiro ato, quase no fim, e quando ocorrem os principais conflitos da película.

Mesmo não tendo lido o livro, acredito que o filme foi fiel a obra, já que pouco investe nos manjados  artifícios de construção de um roteiro excessivamente dramático ,que visam arrancar até a última gota de lágrima dos olhos daqueles que curtem  conflítos familiares, transformando  Um sonho possível em um drama  coerente , que emociona sem forçar a barra.

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Educação

Tendo como carro chefe a ótima atuação da jovem atriz inglesa Carey Mulligan, Educação (An education, 2009) conseguiu arrancar calorosos elogios da crítica especializada, figurando como o pequeno grande filme inglês do ano, tendo grande êxito nos  festivais de Toronto e Sundance, além de indicações ao Oscar e Bafta.

O roteiro é assinado pelo excelente escritor Nick Hornby, responsável pelos livros que deram origem aos roteiros de “Alta fidelidade” e “Um grande Garoto”,  conserva o clima e a cadencia narrativa peculiar as duas obras, além de não se prender a monotonia dos clichês de  longas que retratam os ritos de passagem da adolescência para a fase adulta, fazendo com que “Educação” deixe a sensação de novidade no ar.

A direção ficou a cargo da dinamarquesa, pouco conhecida, Lone Scherfig, que tem em seu currículo algumas séries para TV, e o roteiro e direção de “Italiano para iniciantes”, produção que seguiu os moldes do movimento cinematográfico Dogma 95, criado pelos diretores Lars Von Trier e Thomas Vinterberg. Lone, conseguiu criar um clima muito sutil para as mudanças de personalidade da protagonista, que ao longo da trama vive o lado prático das descobertas dos perigos da vida adulta.

porém, a diretora escandinava não conseguiria o mesmo resultado sem a ajuda da jovem-grande-atriz Carey Mulligan, antes conhecida apenas por papei secundários, e que agora carrega o status de grande descoberta da temporada, tendo sido comparada a Audrey Hepburn, tanto por seu desempenho, quanto por sua  aparência. Tanta comparação rendeu a atriz o papel principal da refilmagem de “My Fair Lady” com previsão de lançamento para 2012.

Carey empresta seu talento a Jenny, uma adolescente CFD de 16 anos , que adora ler, ouvir música francesa, que vive no subúrbio de Londres no início dos anos 60. Jack, seu pai, vivido de forma também impecável por Alfred Molina, pressiona a jovem a tentar uma vaga na renomada faculdade de Oxford, entretanto, problemas com suas lições de latim, e o início do namoro da jovem com David, um judeu mais velho, ameaçando ameaçam os planos de seu pai disciplinador.

Durante alguns trechos o longa desperta excelentes reflexões sobre a maior idade, como no momento em que Carey, após perder a virgindade, define o sexo da seguinte forma:  “Todas essas poesias, e todas aquelas canções sobre algo que leva tão pouco tempo?”; ou quando é mostrado o conflito de personalidade vivida por ela, quando tem que optar entre a vida de seus sonhos que consiste em viagens, concertos de Jazz e bons restaurantes, e a vida responsável de uma colegial, estes embates estão presentes nos diálogos entre Carey e suas professoras.

“Educação” consegue ser um filme cativante sem deixar de ser original, mostrando os confronto entre a adolescência e a vida a adulta, abordados de forma realista, fazendo com que o público se identifique com os problemas vividos por Carey Mulligan, já que todos nós também passamos por diversas provações até conquistarmos a consciência da maior idade. Imperdível.

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Nova York, Eu te amo

Nova York, Eu te amo (New York, I Love You,2009) é a segunda parte da franquia Cidades do amor, iniciada com “Paris, Eu te amo” de 2006, e que em breve terá as cidades do Rio de Janeiro, Xangai, Mumbai e Jerusalém  como cenários de pequenas histórias de amor, que muito lembram cartões postais. Enquanto o produtor francês Emmanuel Benbihy (responsável por ambos os filmes) não começa a produzir  “Nilópolis, Eu te amo”  (minha cidade natal), e assim revelar ao mundo os amores característicos da baixada fluminense, vejamos os acertos da coletânea de curtas passados na Big Apple.

A fita  conta com as estréias de Natalie Portman e Scarlett Johansson como diretoras, entretanto a segunda foi cortada da versão final que chegou  aos cinemas, com a justificativa de ter produzido um filme muito conceitual em relação aos outros curtas. Talvez seja uma forma mais delicada de dizer que o curta não agradou, este fruto da discórdia poderá ser conferido nos extras do DVD. Completam o time de diretores os americanos Joshua Marston, Brett Ratner e Randall Balsmeyer; o chinês Wen Jiang; o israelense Yvan Attal; a indiana Mira Nair; o japonês Shunji Iwai; o pakistanês Shekhar Kapur e o turco-alemão Fatih Akin. Além de participações especiais de Andy Garcia, James Caan , Natalie Portman e Hethan Hawk.

A principal diferença entre “New York, …” e “Paris, …”, é que o primeiro narra cada pequena situação de forma entrelaçada, como uma grande colcha de retalhos, já o segundo conta com episódios  independentes, sem nenhum tipo de sequência entre elas. A função de cuidar destas transições ficou a cargo de Randall Balsmeyer, mais conhecido por trabalhar com efeitos visuais de sucesso como “Queime depois de ler” e “Sexy and the City”, e que conseguiu manter o fôlego durante os 110 minutos de projeção.  Porém, o êxito do longa não pode ser creditado somente ao diretor americano, pois todos os longas seguem um padrão de qualidade surpreendente, já que é de se esperar que filme deste tipo oscilem  entre bons curtas  e outros de gosto duvidoso, como ocorrido no próprio “Paris, Eu te amo” e “Cada um com seu cinema”, produção comemorativa dos 60 anos do festival de Cannes.

Entre todos os episódios, destaque para o ótimo seguimento dirigido por Brett Ratner, em que uma menina paraplégica vai ao cinema com um rapaz tímido, e o curta de estréia de Natalie Portman, em que um pai negro leva sua filha branca ao Central Park.

Embora seja inferior ao longa original, “Nova York, I Love you” consegue a difícil missão de manter o  público entretido do início ao fim, mesmo contando  com mudanças de ritmo constante . Méritos para todos os bons diretores convidados para o projeto, que conseguiram transmitir o clima da capital do mundo, sem entrar no clima de comercial de agência de viagens.

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DVD – A ilha de Bergman

Finalmente foi lançado pela Versátil o documentário “A ilha de Bergman” (Bergman Island,2006) dirigido por Marie Nyrerod. Anteriormente o filme havia sido exibido no Brasil apenas durante o festival de cinema de São Paulo há cerca de dois anos, nele o diretor sueco Ingmar Bergman (1918-2007) faz uma comovente reflexão sobre sua vida e carreira, além de apresentar ao público, um pouco de sua solitária rotina na ilha de Farö no Mar Báltico, local onde viveu até sua morte aos 89 anos de idade.

Quem espera encontrar um idoso pouco lúcido, doente ou sedentário, vai se surpreender com a forma física e mental do diretor de “Persona”, já que durante o longa Bergman relembra fatos ocorridos desde sua infância até curiosidades de “Saraband” seu último trabalho, além de apresentar valiosas imagens de arquivos pessoais com cenas das filmagens de clássicos como “O Sétimo Selo”, “Morangos Silvestres” e “Através do Espelho”.

Entretanto, o grande mérito do documentário é mostrar o diretor em sua intimidade, o que contribuiu brilhantemente para o tom informal das entrevistas, já na primeira cena vemos imagens da bela ilha, em seguida uma placa nos informa que estamos entrando em uma propriedade privada, logo vemos o velho diretor caminhando pelo cenário, imediatamente começa a narrar sua rotina, que constitui em: Acordar cedo, caminhar um pouco, e depois escrever por três horas; as três horas da tarde vai até sua sala de cinema particular e assiste um filme.

Fica difícil imaginar o mito (por vezes comparado a Shakespeare e Strindberg) tendo uma vida tão pacata. Durante o longa a diretora consegue retirar algumas informações que dão indícios sobre os motivos de sua reclusão, dentre eles abandono de seus filhos e a morte de sua última esposa Ingrid Von Rosen em 1995, em decorrência de um câncer no estômago.

Outras curiosidades também são apresentadas, como sua já conhecida obsessão com a morte, seus conturbado relacionamentos com suas musas Bibi Anderson e Liv Ullmann, sua carreira no teatro e na TV, além de sua vida sexual. Sobre seu fascínio por mulheres o diretor define:  “Sou um homem que saiu da puberdade aos 58 anos de idade”.

O documentário rende outras boas reflexões sobre a vida, como no momento em que Bergman de certa forma agradasse a Deus por sua mente tão criativa. “Sem ela tudo seria vazio”, resume o gênio.

“A ilha de Bergman” talvez não seja o filme definitivo sobre a vida e obra daquele que Woody Allen acredita atribui como o único gênio da sétima arte. Entretanto, o principal mérito do documentário é fazer o registro dos últimos dias do homem que se transformou em um mito, e ultrapassou as barreiras do cinema para se tornar um dos maiores artistas do século XX. Imperdível.

Título Original: Bergman Island
Direção: Marie Nyreröd
Elenco: Ingmar Bergman, Erland Josephson
Ano de Produção: 2006
Duração: 83 minutos
Cor: Colorido
Tipo de Diálogo: Adulto
Formato da Tela: Fullscreen 1.33:1
Gênero: Documentário
Faixa Etária: Livre
País de Produção: Suécia
Legenda: Português
Idioma: Sueco
Áudio: Dolby Digital 2.0

Preço: 44,90

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Premonição 4

Mãe Dináh 4

Por Bruno Marques

05/02/2010

Não precisa ser sensitivo para saber que Premonição 4 (The Final Destination,2009) não é a quarta parte de uma série, mas sim a quarta refilmagem do original de 2000, portanto não espere muitas novidades deste que promete ser o último filme da franquia.

Desta vez o (fraco) roteiro conta a história de quatro personagens extremamente caricatos, formados pelos amigos  Nick (Bobby Campo) o bonzinho intuitivo, Lori (Shantel VanSanten) a namorada indefesa; Hunt (Nick Zano) o amigo idiota, e Janet (Haley Webb) a namorada indefesa do amigo idiota, todos são salvos pela premonição do primeiro, durante um sangrento acidente em uma corrida de carros. Além deles, o segurança do autódromo (Mykelti Williamson) e outros três sortudos, foram agraciados com algumas horas extras na terra. Porém, dias após o fato, os sobreviventes vão gradativamente  morrendo na mesma ordem da visão de Nick , levando o protagonista e seus amigos a elaborar um plano para tentar enganar a morte.

Todos que assistiram aos filmes anteriores,  sabem que ninguém ficará vivo no fim para contar história, o que deixa a sensação de estar assistindo a um festival de cartas marcadas, onde as mortes dos personagens são os únicos atrativos da fita. Porém, nem  mesmo os “acidentes” fatais  valem o ingresso.

Diferentemente das boas sequências iniciais de “Premonição 2”, em que ocorrem mortes durante um engavetamento,  e “Premonição 3”, que levou as telas um acidente em uma Montanha Russa,  Premonição 4 não conta com nenhuma morte bem elaborada, ou pelo menos diferente das ocorridas  nos filmes anteriores, aumentando ainda mais a sensação de déjà vu da película.

Além de não inovar, o diretor David R. Ellis, ainda passa por cima de “furos” no enredo do tamanho da camada de ozônio, deixando a sensação de que a única coisa que interessa é matar gente, esquecendo de dar o mínimo de sentido a trama. As figuras centrais, por exemplo, deixam a impressão de não ter família, trabalho, motivações, enfim, tudo que fazem é correr da morte o tempo todo.

Talvez  o que contribuiu para o fracasso da produção tenha sido sua versão em 3D,  que provavelmente deixou os realizadores com a falsa impressão de que bastava apenas jogar sangue, facas e pneus em cima dos expectadores para que todos os problemas do preguiçoso roteiro fossem escondidos. O tiro acabou saindo pela culatra, pois não há 3D que salve um péssimo script.

Não seria má idéia elaborar um roteiro um pouco mais engenhoso, já que ser um pouco original não mata ninguém.

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