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Archive for setembro \28\UTC 2009

Silêncio do Lago (1988)

The Vanishing

País Holanda, França

Ano  1988

Gênero: Suspense
Duração: 107 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
 
 
Diretor(es): George Sluizer
Roteirista(s): Todd Graff

Nota: 8,0

Um dos gêneros mais apreciados do cinema é o suspense, seu mestre Alfred Hitchcock era conhecido por saber administrar a tensão, sendo assim considerado o mestre do suspense. Sendo assim acredito que o diretor George Sluizer leu da cartinha do inglês diretor de “Um corpo que cai”, “Disque M para matar” e “Psicose”  e fez um filmaço chamado “O silêncio do Lago” de 1988, adaptação do livro de “Tim Krabbé”, o mesmo diretor adaptou o mesmo romance para os cinemas norte-americanos cinco anos depois. Mas o filme que assisti hoje foi o original filmado em co-produção entre a França e a Holanda, conta a história de um casal que sai de Amsterdã até Lyon para curtir as férias, no meio da viagem a mulher desaparece deixando o namorado com uma pulga, digo um elefante a trás da orelha. Passam-se três anos e ele continua a procurar notícias da namorada, em meio a procura recebe cartas do suposto sequestrador que marca encontros, mas o bandido nunca aparece. Certo dia um homem se apresenta como sendo o sequestrador da moça iniciando assim um jogo para revelar o que havia acontecido com a menina. O roteiro é maravilhoso com pontos de virada (ou plot point para quem leu Syd Field) à cada sequência, lembra um pouco “Violência gratuita” do Haneke (este também ganhou uma versão americana), um filme “novo” (já que tem apenas 20 anos) mas com cara de clássicos dos anos 40 e que não deve nada a nenhum filme de Hitchcock ou John Huston e que merece ser visto.

silencio

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Como enlouquecer seu chefe

Título no Brasil:  Como Enlouquecer Seu Chefe
Título Original:  Office Space
País de Origem:  EUA
Gênero:  Comédia
Tempo de Duração: 89 minutos
Ano de Lançamento:  1999
Site Oficial:  http://www.officeguy.com/
Estúdio/Distrib.:  Cubicle Inc.
Direção:  Mike Judge

Elenco:

Ron Livingston …. Peter Gibbons
Jennifer Aniston …. Joanna

Nota : 6,0

 

Quando foi lançado em 1999 não foi bem recebido pelo público, eu mesmo achei cansativo e sem graça, a critica até gostou do filme mas não foi o bastante para fazer do filme um sucesso. Hoje 10 anos depois torneia a assistir ao filme e posso dizer que é o tipo de filme que só funciona para quem sofre ou sofreu com a tristeza  de conviver com um emprego que não suporta. Hoje com 26 anos sofro do mesmo mau, trabalho em um emprego que detesto, me prostituo 6 horas por dias falando de um assunto que não suporto, com clientes insuportáveis, com um uniforme que odeio, mas é o trabalho que paga minhas contas vou ficando. Mas nada impede de rir um pouco da própria desgraça, para isso o filme funciona. Conta a história de Gibbons um programador de softwares que odeia seu chefe, seu emprego e acha que anda sendo traído pela namorada. Um dia em uma sessão de hipnose entra em transe e não volta ao “mundo real” devido a morte de seu hipnotizador passando a ser uma pessoal calma e relaxada. Com o fim do stress do dia à dia Gibbons consegue muito mais êxito no trabalho sendo em seguida promovido, mas ele não quer apenas uma promoção mas sim uma espécie de justiça social, desviando frações de uma conta bancária para sua conta, dá para perceber que tudo não vai terminar bem. O filme tem um roteiro muito bom, elenco afiado (Jennifer Aniston antes dos 30), direção idem, mas com certeza não vai agradar a todo mundo, como não me agradou a 10 anos atrás, mas para quem tem problemas com o trabalho é um prato cheio.

 chefe5nx

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Morte em Veneza

título original:Morte a Venezia

Gênero:Drama

duração:02 hs 10 min

ano de lançamento:1971

direção: Luchino Visconti

roteiro:Nicola Badalucco e Luchino Visconti, baseado em livro de Thomas Mann

produção:Luchino Visconti

fotografia:Pasqualino De Santis

direção de arte:Ferdinando Scarfiotti

figurino:Piero Tosi

edição:Ruggero Mastroianni

efeitos especiais:

elenco:

Dirk Bogarde (Gustav von Aschenbach)

Mark Burns (Alfred)

Marisa Berenson (Frau von Aschenbach)

Carole André (Esmeralda)

Björn Andrésen (Tadzio)

Nota: 7,0

 Morte em Veneza filme dirigido por Luchino Viscunti, adaptação do livro do alemão Thomas Mann é um filme em que as barreiras entre o cinema e literatura se aproximam de forma poucas vezes vistas. Um filme de 128 minutos e com pouquíssimos diálogos apenas contemplação das cenas, narradas unicamente pela câmera de cinema, fazendo com que as imagens tenham de ser lidas sem a ajuda de um interlocutor ou diálogo, por isso é uma obra aberta a interpretações. A história de um músico que vai a Veneza passar as férias depois de um período estafante na Alemanha e se depara com a beleza irretocável de um jovem de 13 anos, fazendo com que este fique fascinado pelo rapaz. Passamos então a acompanhar o sofrimento do músico em busca de contemplar a beleza do adolescente, não fica em nenhum momento evidenciado uma relação de pedofilia entre o músico e o jovem, mas uma forma de alusão a busca da perfeição por parte do artista, perfeição esta que é materializada no jovem, assim como nas lindas paisagem de Veneza ou em obras marcantes da música clássica. Durante o filme flashbacks vão esclarecendo o passado do artista ficando mais evidentes os motivos de sua fascinação pela beleza do jovem, paralelo aos acontecimentos uma praga chega a Veneza trazendo com ela a morte e a desgraça. No filme a fotografia também é peça fundamental, tanto pelas lindas cenas mostradas, como também pela sua função em direcionar o olhar do expectador, prova disso é o uso constantes de Zoom in’s utilizados pelo cineasta. Sobre o roteiro (conseqüentemente o livro) achei muito parecido com “O retrato de Dorian Gray” de Oscar Wide, o que é uma prova dos méritos de ambos. Longe de ser um filme comum o diretor Luchino Visconti mais uma vez acertou em uma adaptação para o cinema, provando que cinema não fica devendo a nenhuma das outras artes.

 

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A Peste

“Nessa mesma noite, Bernard Rieux, de pé no corredor do prédio, procurava suas chaves antes de subir para sua casa, quando viu surgir, do fundo obscuro do corredor, um rato enorme de passo incerto e pêlo molhado. O animal parou, pareceu procurar o equilíbrio, correu em direção ao médico, parou de novo, deu uma cambalhota com um pequeno guincho e parou, por fim, lançando sangue pela boca aberta. O médico contemplou-o por um momento e subiu.”

PAG: 16

 

 

Hoje terminei de ler “A Peste” de Albert Camus, à pouco tempo nunca tinha ouvido falar desses escritor Franco-Argelino e hoje posso considerá-lo um dos meus prediletos. Talvez pelo fato de Camus falar a minha língua, escrevendo de forma simples e diretas as angustias do homem moderno e as incertezas da vida. A Peste assim como “O estrangeiro” fala sobre o sentido que a vida tem, não de uma forma lírica mas de uma forma direta, nua e crua, talvez por isso seja tão assustadora. O livro é uma crônica sobre a vida de um povoado Argelino que de uma hora para outra  tem sua população contaminada por uma peste oriunda de um vírus transmitido pelos ratos da cidade. Pouco a pouco a endemia vai causando o caos no povoado até chegar ao ponto em que esta é fechada para um período de quarentena, a partir desse fato o cotidiano dos cidadãos e o avanço da peste é mostrado de forma brilhante, os resultados  do confinamento na vida dos deles, a presença eminente da morte e a impotência de nós frente a ela são retratados. Dizem que o livro é uma metáfora sobre a segunda guerra, talvez, mas acho muito simplório fazer esta alusão, na minha opinião o livro pode ser empregado a todos os tipos de existência, seja ela ou não na guerra ou na vida comum de um camponês comum. A batalha pela vida é diária não importa em que condição estamos, a peste retratada por Camus é muito mais psicológica do que propriamente patológica, pois se vivermos presos na eminência da morte estamos mortos de qualquer forma. Talvez um dos livros mais profundos e ao mesmo tempo mais simples que já li, uma obra prima que merece ser lida por todos.

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Abraços Partidos

Nome original:Los Abrazos Rotos

Anos 2009

 Direção: Pedro Almodóvar

 Roteiro: Pedro Almodóvar

 Gênero: Drama/Suspense

 Origem: Espanha

 Duração: 127 minutos

 Penélope Cruz

 Luís Homar

 José Luis Gómez

 Blanca Portillo

Nota: 7,5

Desde “Tudo sobre minha mãe” o diretor espanhol Pedro Almodóvar vem se consolidando como o grande diretor espanhol vivo, de Lá pra cá filmou os já clássicos  “Fale com Ela” e “Volver”. Em  seu último trabalho o diretor  retorna a uma abordagem mais de acordo com seus filmes anteriores ao excelente “A flor do meu segredo”, filme em que o diretor se reinventou . Nesta fase, tramas mais ligadas ao melodrama clássico são abordadas, mesmo assim “Abraços partidos”(“Los Abrazos Rotos”) não deixa de ser uma boa película, com certa profundidade e boas doses de humor negro.

Acredito que o diretor tem todo o direito de fazer um filme menos pretensioso, pois sua última década foi fantástica, digna de ser comparado a cineasta como Fassbiner e Carlos Saura, nos anos 99 a 2009, Almodóvar realizou 4 filmes, sendo três deles  inesquecíveis, nada mau para um cineasta sempre teve seu nome ligado a trabalhos voltados principalmente para o público gay.

No final da projeção de “Abraços partidos” cheguei a seguinte conclusão: “No filme parece que o Almodóvar de “Tudo sobre minha mãe” e “Volver” resolveu tirar féria, deixando o Almodóvar de “De Salto Alto” e “Mulheres à beira de um ataque de nervos” tomar as rédeas da produção”. “Abraços…” é um filme pouco ambicioso, leve, com uma boa trama, que conta com grandes pitadas de melodrama e estética kitsch. Como em outras produções o cineasta transita entre vários estilos, ficando impossível distinguir qual gênero pertence o filme.

Conta a história de Harry Caine, roteirista e escritor cego, que revê (sem trocadilho) seu passado e sua relação com Lena, personagem de Penélope Cruz, quando um jovem diretor vai a sua casa fazer uma proposta para escrever o roteiro de um novo filme sobre um pai que abandona um filho. Este jovem guarda segredos de fatos mal resolvidos do passado de Harry, dentre esses seu amor por Lena e um filme dirigido por ele que nunca foi finalizado com sua autorização. A partir daí muitas reviravoltas digna de uma novela das oito (com qualidade infinitamente superior) acontecem. A trama investe na imprevisibilidade dos acontecimentos, deixando o expectador navegar por águas desconhecidas, ficando sempre a mercê de reviravoltas improváveis.

Penélope Cruz novamente esta impecável, com o “time” certo para a personagem. Em “Abraços…”ela mostra mais uma vez como voltar a trabalhar com Almodóvar fez bem para sua carreira, pois além de linda ela demonstra uma grande versatilidade, já que seu personagem percorre diversas emoções durante o longa.

Tecnicamente o filme tem a cara de Almodóvar, tanto no que diz respeito a fotografia (exageradamente vermelha) marca registrada do diretor, quanto direção de arte e uso da trilha sonora e principalmente o domínio irretocável dos atores em cena.

No final das contas a trama funciona muito bem como entretenimento, mas que não deixa de ser um filme de arte. O filme foi bem recebido em Cannes, mas não se livrou totalmente das críticas. Particularmente acho que a produção tem o selo de qualidade do diretor, entretanto é  assumidamente uma obra menor, e que as vezes da impressão de que todas as reviravoltas não se justificam tanto, mas ainda assim acredito que se trata de um filme superior a maioria dos que são lançados nos cinemas.

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O melhor da semana

O melhor da semana em que assisti a um dos piores filmes de Quentin Tarantino é o filme Machete, coincidentemente filme baseado em um dos fake trailers (agora não mais) do filme Grindhouse. Notícias dizem que Robert Rodrigues irá filmar uma trilogia sobre o mexicano vingador.

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O Pior da Semana

O pior da semana é o VMA’S 2009, quem agüenta esses prêmios da MTV. Daqui a algum tempo as listas de premiações vão ser: Melhor drogado do ano, melhor artista perseguida por paparazzis, melhor  escova de cabelo…

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