O pior de Roma
Por Bruno Marques
14/03/2010
Vamos direto ao assunto, Quando em Roma (when in Rome, 2010) é um péssimo filme. Sabe-se lá onde estavam as cabeças dos roteiristas David Diamond e David Weissman (também roteiristas do recente “Surpresas em dobro”) quando começaram a imaginar esta comédia romântica com toques de fantasia.
O script segue os passos de Beth (Kristen Bell), uma jovem curadora de artes plásticas, que vive uma fase de grande carecia afetiva, e que vê sua vida mudar ao viajar a Roma para participar do casamento de sua irmã. Durante a cerimônia conhece Nick (Josh Duhamel), um jovem bem humorado que rapidamente conquista seu amor. Porém, Beth se decepciona ao descobrir que o rapaz vive um relacionamento amoroso com uma italiana.
A desilusão faz com que a jovem tome a inesperada atitude de saltar dentro de uma fonte mágica para retirar moedas com intuito de roubar os desejos amorosos de outras pessoas. Em decorrência disso, os donos dessas moedas (incluindo Nick) passam a persegui-la em busca de seu amor.
A partir daí, por incrível que possa parecer, a história só piora. Todo desenvolvimento da trama é baseado nas idas e vindas do casal protagonista, ora separados pela ira dos deuses do amor, ora por investidas dos outros três enfeitiçados.
Mas a fita, infelizmente, não fica só no romance, ainda sobra espaço para tentativas frustradas de criar situações engraçadas, além de dramas forçados e discussões irrelevantes sobre relacionamentos amorosos.
Nem mesmo participações especiais de rostos conhecidos como os de Danny DeVito e Anjelica Huston dão credibilidade ao projeto dirigido por Mark Steven Johnson, diretor do também insuportável “Motoqueiro Fantasma”.
É difícil encontrar qualidades em Quando em Roma. Talvez a Cidade Eterna seja o único ponto positivo da produção. De resto, apenas uma colcha de retalhos feita com o pior do que cada tipo de gênero pode oferecer.


