“Zumbilândia” (Zombieland,2009) não é um filme de terror, muito menos uma comédia, talvez o diretor Ruben Fleischer tenha tentado realizar a fusão dos dois estilos, porém o máximo que conseguiu foi realizar um terror que não assusta, misturado com comédia que não faz rir.
Do percursor “White Zombie” (Zumbi Branco) de 1932, estrelado por Bela Lugosi, passando pelos clássicos de George A. Romero, até chegar ao recente sucesso espanhol “REC”, poucas mudanças foram incorporadas ao gênero, o que prova que os fãs de mortos-vivos aprovam o “mais-do-mesmo” do estilo, talvez por isso “Zumbilândia” seja tão desnecessário.
O roteiro conta a história de Columbus (Jesse Eisemberg), um jovem nerd, que milagrosamente se torna o último sobrevivente de sua cidade repleta de zumbis. Durante suas fugas diárias, Columbus desenvolve um tipo de manual com regras de sobrevivencia . Eis que em de suas fugas conhece Tallahasee (Woody Harrelson), um especialista em matar Zumbis, começando assim uma sangrenta viagem pelo apocalíptico mundo de Zumbilândia.
Ao longo dos anos várias sátiras de filmes de terror chegaram aos cinemas, todas investindo integeralmente no humor para guiar suas tramas . No caso do filme de Ruben Fleischer não fica claro se esta foi sua intenção, já que por várias sequências o diretor aposta em cenas de ação, que remetem filmes como “300″ e “A guerra dos Mundos”.
Em toda produção cinematográfica, no início da projeção, os realizadores propõem um acordo com o espectador, do tipo: “Sente-se e assista um terror”. Durante Zumbilândia ficamos com a impressão de que o diretor não propõe um estilo bem definido. Obviamente este trato pode ser quebrado durante o desenrolar da trama, desde que feito de forma clara e intencional, caso contrário, o público fica sem saber ao certo qual tipo de história está acompanhando.
De bom em Zumbielândia há apenas a participação especial de Bill Murray, vivendo ele mesmo, sendo o único que consegue proporcionar alguns momentos engraçados. Além dele a curiosa presença de Abigail Breslin chama atenção, mais conhecida por protagonizar o sucesso “Pequena Miss Sunshine”, Breslin, agora uma adolescente de 13 anos, forma dupla de trapaceiras com Emma Stone, que por sua vez participou anteriomente de “Superbad” e no chato “A casa das coelhinhas”.
Fora isto, apenas um monte de situações grotescas recheadas de piadas sem graça. Ou seja, um verdadeiro desperdício de tempo. Portanto, faça como os protagonistas do longa: Fuja de Zumbilândia.



Sou suspeita quanto a filme de zumbis, realmente adoro toda aquela correria e sangue (não sei bem por quê), mas concordo com a parte sobre qual seria o foco do filme. No meio dele reparei q o foco não era na epidemia ou nos zumbis em si, e também não era uma coisa completamente nonsense como Shaun of the Dead.
Gostei do tipo de abordagem quanto ao modo de ilustrar as regras do Columbus e de algumas sequências e acho q em questão de retratar a vida dos sobreviventes de maneira mais aprofundada foi bem raro, tratando-se de um filme de zumbis.
Sua maior crítica foi quanto ao foco do gênero, realmente não há, mas será q é um problema mesmo?
Adorei o filme, talvez você esteja certo que o foco foge dos zumbis e se centra nos personagens…
Mas na minha opnião os personagens sao tao bem trabalhados ou seja cada um tem uma característica bem distinta um e nerd outro valentão e as outras trapaceiras que compensa a manjada historia do virus…
Pra mim bebê aplaudindo.